da música lírica ao desfile de carnaval


o mundo vê o reconhecimento pelo tratado de madri, da presença luso-brasileira na ocupação dos novos territórios, em 1750.

surge o mais importante gênero musical, até então, – a modinha –, criado em portugal, e responsável pelos aspectos melódicos e românticos na música brasileira, de grande influência até a nova república, no início do século xix.
obs.: em 1755, salvador tinha 37.543 habitantes.

em 1770, o rio de janeiro era sede do governo geral e, a partir dessa década, com o processo de urbanização avançado, vê-se intensificar a produção musical religiosa (música lírica) na américa portuguesa, no brasil, também importante para o futuro próximo da música popular. destacam-se autores nacionais como inácio parreiras neves (1730-1791), manoel dias de oliveira (1735-1813), josé joaquim emerico lobo de mesquita (1746-1805), francisco gomes da rocha (1754-1808), andré da silva gomes (1752-1844) e outros.

1786: se aproxima a inconfidência mineira.


em comemoração ao casamento do príncipe d. joão (e depois, d. joão vi) com a princesa carlota joaquina, no estado da guanabara, tem-se o registro do primeiro grande desfile de carnaval. entre os dias 2 e 4 de fevereiro, seis grandes carros alegóricos – cavalhadas sérias, baco, cavalhadas jocosas, mouros, júpiter e vulcano – ricamente desenhados e ornamentados com alguns deles soltando fogos e jorrando vinho aos milhares de presentes, foram preparados pelo tenente antônio francisco soares (o primeiro carnavalesco era militar). puxados por cavalos e burros, com muitos elementos de harmonia, comissão de frente, fantasias, alegorias e os embrionários passistas. mas, os desfiles de carnaval já eram conhecidos desde meados do século xvii.



Escrito por fernando paulino às 19h15
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Choro

a partir do século xviii, os modinheiros encantavam a corte com suas melodias suaves e sentimentais. a modinha, de origem portuguesa, foi abrasileirada por gente como o mulato domingos caldas barbosa, o maestro carlos gomes, xisto bahia, o padre negro josé maurício e, mais tarde catulo da paixão. a partir de 1870, nas reuniões musicais, os violões e cavaquinhos começaram a dar um tom abrasileirado às influências européias.

e surge o choro, como gênero. os principais artistas desta fase de implantação e consolidação do choro como linguagem musical foram os cariocas joaquim antonio calado (flor amorosa), ernesto nazareth (oden, apanhei-te cavaquinho) e chiquinha gonzaga (atraente, lua branca).


outros instrumentistas vieram se juntar a eles no início do século xx, tais como o virtuose da flauta patapio silva, o mestre de banda anacleto de medeiros, o pianista paulista zequinha de abreu (tico - tico no fubá) e o violonista e compositor joão pernambuco (sons de carrilhões e surge o choro, como gênero.


os principais artistas desta fase de implantação e consolidação do choro como linguagem musical foram os cariocas joaquim antonio calado (flor amorosa), ernesto nazareth (oden, apanhei-te cavaquinho) e chiquinha gonzaga (foto) (atraente, lua branca).


outros instrumentistas vieram se juntar a eles no início do século xx, tais como o virtuose da flauta patapio silva, o mestre de banda anacleto de medeiros, o pianista paulista zequinha de abreu (tico - tico no fubá) e o violonista e compositor joão pernambuco (sons de carrilhões . pixinguinha que era tenor, compositor, arranjador, saxofonista e flautista. aos 20 anos, pixinguinha já era autor de rosa e sofres porque queres. suas músicas, entre centenas: carinhoso, lamentos, 1x0, ainda me recordo, naquele tempo, vou vivendo e marreco quer água.


surgem outros nomes como:

turunas pernambucanos, bonfiglio de oliveira (pistão), luiz americano (clarinete), abel ferreira (saxofone), altamiro carrilho (flauta transversal), waldir azevedo (cavaquinho), garoto (multi - instrumentista), luperce miranda (bandolim), jacob do bandolim (bandolim), etc.


os grupos de choro tinham uma estrutura harmônica típica de suporte, o que chamamos de regional: um cavaquinho no centro, um ou dois violões de base e um de sete cordas, um pandeiro e um ou dois instrumentos solistas.

 

os mais famosos grupos foram os de benedito lacerda e pixinguinha. também o época de ouro (com jacob do bandolim) e o de claudionor cruz.

 

foi também nos anos 30 que surgiu, em joão pessoa, a orquestra tabajara, de severino araújo. uma orquestra de sonoridade jazzística que misturava uma típica big-band de textura americanizada (foxes e baladas) com o choro, sambas e frevos.

o choro ficou esquecido nas décadas de 50 e 70. mas, a partir de 1975 o choro reviveu, surgindo novos grupos.



 

foto1: chiquinha gonzaga
foto2: donga, joão da baiana e pixinguinha



Escrito por fernando paulino às 10h29
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dos novos instrumentos à música de barbeiro

com a colonização portuguesa, passou-se a introduzir de maneira incontrolável outros instrumentos europeus sofisticados como a flauta, violão, cavaquinho, clarinete, violino, violoncelo, harpa, acordeom, piano, bateria, triângulo e pandeiro. a partir dos rituais religiosos das missões jesuítas nascem os primeiros cultos folclóricos populares dos habitantes locais como o 'reisado' e o 'bumba-meu-boi'. a música sacra, as melancólicas baladas e as modas portuguesas contribuem para a formação da música brasileira.

folia de reis (reisado) e xilogravura do bumba-meu-boi

em meados do século xviii, surgem, no rio de janeiro e bahia, as lendárias e divertidas músicas de barbeiros . são pequenos grupos musicais compostos de escravos negros barbeiros com tempo disponível para se dedicarem ao aprendizado de velhos e desgastados instrumentos musicais que lhe são passados. segundo estudiosos, essa seria a primeira verdadeira manifestação de uma música popular brasileira instrumental de entretenimento público. essas pequenas orquestras ambulantes, também chamadas de 'charangas' ou 'ritmos de senzala', muito requisitadas para festividades e procissões como a do domingo do espírito santo, tocavam flauta, cavaquinho, violas, rabeca, trompa, pistão, pandeiro, tamboril, machete, e interpretavam – muito à sua maneira livre – fandangos, dobrados, quadrilhas, lundus e polcas num repertório bem diverso. da música desses deselegantes mas charmosos barbeiros descalços, nasceriam os 'ternos', as bandas de coreto, as militares e o choro. elas existiriam até meados do século seguinte.



Escrito por fernando paulino às 10h29
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da economia colonial à queda do quilombo

chegam os primeiros grupos de escravos trazidos da áfrica para trabalhar na lavoura de algodão, tabaco e cana-de-açúcar e com eles, suas músicas, danças, idiomas, macumba e candomblé – criando a base primordial de uma nova etapa fundamental na história inicial da música brasileira. até o final do período de tráfego de escravos (1850), eles serão 3 milhões e meio no brasil.

por volta de 1549, chegam, ao brasil, as primeiras missões de jesuítas portugueses e, além do catolicismo e dos princípios básicos de uma nova forma de civilização, os padres passam a introduzir as noções elementares da música européia aos índios e a apresentar seus instrumentos musicais, num primeiro contato importante de fusão e influências na nascente história da música brasileira.

instrumentos e ritual de dança indígena

 

a música indígena e seus instrumentos deixam fortes influências em toda formação básica da história da música brasileira, apesar da maioria da população de índios brasileiros ter sido praticamente dizimada pelos colonizadores portugueses, bandeirantes entre outros. a música brasileira se desenvolveu, além de ter incorporado os primeiros traços da música portuguesa e européia, numa cultura de transição e assimilações permanentes.

 

zumbi dos palmares

 

as primeiras novas formas de uma música afro-brasileira, que desenvolveria o afoxé, jongo, lundu, maracatu, maxixe, samba e outros gêneros futuros, surgiram com o aparecimento dos quilombos (refugiados negros que se fizeram resistentes ao regime escravista – palmares, o mais importante, destruído em 1694, fez de zumbi, morto um ano depois, o mártir da resistência no brasil).

leia mais sobre zumbi dos palmares: :: texto 1 :: texto 2 :: zumbi dos palmares no google



Escrito por fernando paulino às 15h48
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- origens da mpb -

quando os portugueses desembarcaram aqui, já encontraram os índios e sua música, mas a rigor considera-se o início da música popular a partir do ano de 1550. francisco de vacas, morador da capitania do espírito santo, foi nomeado provedor da fazenda e juiz da alfândega em 1550. nascido em portugal em 1530, morreu por volta do ano de 1598. vacas foi considerado "o primeiro músico de renome e da maior importância na evolução da música popular brasileira". ele foi citado por duarte da costa, em 1555, como "cantor eclesiástico e metido em confusões policiais, tendo inclusive agredido um aluno..." era bandurrista, viola renascentista, em forma de oito, com cravelha própria.

 

portugal deu ao brasil, o sistema harmônico tonal, desconhecido dos índios, e as primeiras danças européias (a dança de roda infantil, o reisado e o bumba-meu-boi, entre elas). além de ter trazido para cá os instrumentos como a flauta, o cavaquinho e o violão.

 

trouxe também para cá o negro da áfrica a partir de 1538. Com os negros, vieram novas danças (jongo, lundu, batuque e diversas outras) e a polirritmia. aos outros instrumentos se somou o agogô, o ganzá, o agê, o xerê e outros.

mas foram os jesuítas, os verdadeiros responsáveis pela mistura de influências, através da catequese da companhia de jesus. ainda nesta mistura há outras influências como o espanhol (repertório gaúcho) e do francês (cantos infantis).


Dança Tupinambá com maraca
na mão e chocalho.
Theodor de Bry  (1528-1598)

 

 



Escrito por fernando paulino às 14h25
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