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com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
de um encontro entre noel rosa e ismael surge uma nova forma de fazer samba, que misturava o morro e a cidade. noel contribuiu para uma estruturação do que podemos chamar de samba urbano, que influenciaria compositores como ary barroso, em minas, dorival caymmi, na bahia, e mais tarde chico buarque, paulinho da viola e martinho da vila.
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noel de medeiros rosa ou, simplesmente, noel rosa(1910-37), em apenas 7 anos como compositor conseguiu deixar para a nossa e outras gerações mais de 250 músicas. iniciou suas gravações aos 19 anos e, aos 26 morreu atingido pela tuberculose. deixou uma leva de seguidores.
ataulfo alves, wilson batista e geraldo pereira surgem no estácio.
dos anos 30 aos anos 50, o samba experimentou outras nuances, com os nomes de ary barroso (aquarela do brasil) e dorival caymmi e moreira da silva com o samba-de-breque, propositalmente concebido com alguns "buracos" a serem preenchidos por um tipo malandro de improviso. a maior parte dos compositores não gravavam suas próprias músicas, ficando a cargo de cantos e intérpretes a divulgação de suas músicas. teremos então, baseados nesse novo gancho, nomes como: mário reis, orlando silva, silvio caldas, cyro monteiro, roberto silva, jamelão, aracy de almeida, carmem miranda e elisete cardoso.
final dos anos 50, o samba já surge com uma nova vertente que é a bossa-nova. neste período a juventude brasileira embarca em duas viagens: uma na direção do rock e outra na direção do jazz e das preocupações existenciais e sociais. nomes como carlos lyra e sérgio ricardo entenderam que era preciso abrir um canal que ligasse a bossa nova ao samba. esta ligação já começara a existir com cartola, um dos fundadores da mangueira, a mais tradicional de todas as escolas de samba cariocas. com cartola, outros veteranos, como nelson cavaquinho, voltam à cena.

zicartola, o espaço que proporcionou o aparecimento de uma nova geração de sambistas surge no bar simples, no centro do rio, com os sambas de cartola e com a boa cozinha de dona zica, esposa de cartola. estes aproximaram o samba de acordes dissonantes e alterados, com sofisticações harmônicas influenciadas pelo jazz norte-americano. surgem nomes como paulinho da viola, elton medeiros, martinho da vila e zé keti.
paulinho da viola e cartola
1964, armando costa, vianninha e paulo pontes reuniram num único palco o espetáculo opinião, com a cantora nara leão, musa da bossa nova, o sambista zé keti e o maranhense joão do vale. mais tarde nara foi substituída pela estreante maria bethania (irmã de caetano veloso).
anos 70, em meio a festivais de mpb, os talentos do zicartola consolidaram suas carreiras. novos nomes surgem beneficiados pela mídia: joão nogueira, paulo césar pinheiro, candeia, nelson sargento e monarco. e novos intérpretes: beth carvalho, alcione e os já falecidos roberto ribeiro e clara nunes.
noel rosa :: http://www.samba-choro.com.br/artistas/noelrosa :: http://www.geocities.com/locbelvedere/Biografia/BiografiaNoelRosa.htm
ary barroso :: http://www2.uol.com.br/arybarroso :: http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Crono1/ary_obra.htm
cartola :: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/artes/cartola
Escrito por fernando paulino às 16h28
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samba. pronunciar esta palavra significa lembrar do brasil. o samba é o símbolo maior da identidade cultural brasileira. 1870, desde que iniciaram o cruzamento de influências rítmicas e harmônicas (do lundu (origem africana), da polca, da habanera, do maxixe e do tango) começou-se a produzir um tipo de música que posteriormente chamariam de samba.
nos fins do século xix, costumava-se chamar samba as festas de dança de negros escravos. foi nessa época que começaram a se tornar tradicionais as reuniões nas casas das velhas baianas que haviam emigrado para o distrito federal e destas festas surgem os maiores talentos musicais da época: heitor dos prazeres, pixinguinha, donga, josé barbosa da silva, joão da baiana e muitos outros.
 capa do primeiro samba gravado por donga
surgem novos nomes com os progressos do rádio e do disco. além de ismael silva, nilton bastos, armando marçal surge francisco alves, como o mais importante cantor da época. chamado "o rei da voz", foi durante duas décadas uma espécie de gardel brasileiro. sua morte num acidente automobilístico comoveu o país, nos anos 50.
nos anos 30 surgem nomes como henrique foréis (o almirante), carlos alberto braga (joão de barro) e noel rosa, um menino com o queixo defeituoso e que largou da medicina para se tornar um dos maiores sambistas de todos os tempos. rádio, música, samba e violão não eram atividades de gente decente, daí os apelidos.
::: texto sobre a história do samba (muito bom) ::: historiadosamba
Escrito por fernando paulino às 18h17
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1899, destruição de canudos, de antônio conselheiro, na bahia. no rio de janeiro, por solicitação dos crioulos integrantes do cordão rosas de ouro, a compositora carioca chiquinha gonzaga (1847-1935) – a primeira mulher a reger uma orquestra no brasil (em 1885) –, compõe a primeira marcha carnavalesca da história da música brasileira chamada "ô abre alas", um enorme sucesso e de grande influência na consolidação das bases iniciais da música popular brasileira.
na presidência, campos salles. 1900 era da política dos governadores. depois de um longo período de recusa e hostilização por parte da elite brasileira, os rituais e – principalmente – os ritmos do candomblé e umbanda são oficialmente aceitos como parte integrante da cultura brasileira. preservam-se as músicas, escalas musicais, instrumentos como agogô, cuíca, atabaque, e suas ricas bases polirítmicas.
o brasil republicano continua recebendo a primeira grande e importante leva de imigrantes europeus e asiáticos como italianos, alemães, japoneses, libaneses, aumentando a miscigenação e a influência musical desses povos em sua música.
Escrito por fernando paulino às 09h30
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de deodoro ao frevo pernambucano
1889, chega a proclamação da república através do marechal alagoano manuel deodoro da fonseca, em 15 de novembro, no rio de janeiro. antecedendo o surgimento das orquestras, é a época do apogeu das bandas e fanfarras da república velha como a banda do corpo policial da província do rio de janeiro, a banda do corpo de marinheiros, a banda da guarda nacional, a banda do batalhão municipal, a popular e sempre simpática banda do corpo de bombeiros (dirigida por anacleto de medeiros [1866-1907]) e a banda do batalhão municipal. 
um ano mais tarde, chega o anarquismo trazido por italianos e, surge o frevo em recife, pernambuco. um dos mais importantes gêneros musicais e danças do país. o frevo nasce da polca-marcha e tem sua linha determinada pelo capitão josé lourenço da silva (zuzinha), maestro ensaiador das bandas da brigada militar de pernambuco. como dança de multidão, o ritmo é frenético e contagiante, de coreografia individual improvisada e inspirada na capoeira, apoiada no uso de sombrinhas e guarda-chuvas. detalhe: o rio de janeiro, era habitado por 522.651 cariocas e não-cariocas.
Escrito por fernando paulino às 09h48
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do maxixe ao pagode. pagode?
império, primeiro choque entre a maçonaria e a hierarquia católica pelo poder. é 1875. diretamente da então cidade nova e dos lendários cabarés da lapa, no rio de janeiro, nasce o maxixe - a primeira dança de par e gênero musical modernos genuinamente brasileiros. surge da mistura do lundu com o tango argentino, a habanera cubana e a polca. o maxixe foi considerado tão escandaloso e polêmico quanto o lundu há quase 100 anos atrás pela extrema sensualidade de sua dança e pelo uso freqüente da gíria carioca quando cantado. a complexidade de seus passos parafusos, quedas, saca-rolha, balão, corta-capim, carrapeta, etc., marcaria o fim do gênero musical em meados do século seguinte. as quadrilhas se transformam em exclusivas e pitorescas danças folclóricas de são joão.
1880, o país é tomado pela causa abolicionista. é criada a sociedade brasileira contra a escravidão, no rio.
rio de janeiro. acontece a época áurea dos 'entrudos' (do latim introitus), uma herança genuinamente portuguesa dos primeiros blocos de foliões de rua (formados pela população migratória rural nordestina) que antecede e prenuncia o surgimento dos blocos de carnaval, inicialmente conhecidos como cordões. os arruaceiros entrudos não são bem aceitos - pela nova sociedade carioca que se estabelece - pela violência de suas manifestações, cujos participantes esguicham jatos d'água em bisnagas, jogam baldes d'água, limões de cheiro e atiram farinha na cara dos transeuntes como forma de diversão.
surge o choro (chorinho), no rio de janeiro, através de pequenos grupos instrumentais formados por modestos funcionários dos correios e telégrafos, da alfândega e da estrada de ferro central do brasil, que se reúnem nos subúrbios cariocas com suas flautas, cavaquinhos e violões. a mágoa e a nostalgia deram o nome ao gênero, sendo a improvisação sua condição básica. no começo da república, outros instrumentos seriam incorporados.
pagode? as festas das quais os chorões participavam já eram chamadas de pagodes. os músicos joaquim antônio da silva calado (1848-1880) e o flautista viriato figueira da silva (1851-1883) são dois de seus criadores. outros grandes chorões: chiquinha gonzaga (1847-1935), anacleto de medeiros (1866-1907), irineu batina (1890-1916), mário cavaquinho (xix-xx), sátiro bilhar (?-1927), candinho trombone (1879-1960), ernesto nazaré (1863-1934) e pixinguinha (1897-1973). esta é também a época das serenatas de fins de noite.
leia mais sobre chiquinha gonzaga e o chorinho, na :: publicação de 22/02/2005 ::
Escrito por fernando paulino às 16h24
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do teatro de revista a carlos gomes
apogeu das fazendas de café, 1859
influenciado pelas revistas européias, surge, no rio de janeiro, os teatros de revista - gênero que mistura teatro com música e dança, e que aborda os principais fatos da época de forma crítica, humorística, despojada e irreverente. o primeiro espetáculo, 'as supresas do sr. josé da piedade', de autoria de justino de figueiredo novais, estréia em 15 de janeiro de 1859, no teatro ginásio. artur azevedo (1855-1908) seria o maior nome do novo meio e responsável por dar ao gênero um estilo realmente brasileiro, consolidando-o já em 1880, quando se tornaria veículo importante de difusão da música popular nacional. além da maestrina chiquinha gonzaga com o enorme sucesso de seu tango brasileiro "gaúcho", outros grandes compositores maestros passaram pelo teatro de revista como nicolino milano, paulino sacramento, antônio sá pereira, sofonias dornelas, bento moçurunga e outros. a partir de 1920, o gênero começaria a decair diante do rádio, dos cinemas-teatros e dos shows musicais propriamente ditos.
em 1870, no rio, é lançado o manifesto republicano presidencialista, data de registro do primeiro rancho carnavalesco surgido no bairro da saúde, no rio de janeiro, de nome dous de ouro, formado por nordestinos, antigos escravos e filhos de escravos baianos. pioneiros da época ainda relataram o rancho da sereia, formado por sergipanos e alagoanos, rivais dos baianos, como o rancho anterior ao dous de ouro. os ranchos carnavalescos surgiram inspirados nas procissões folclóricas religiosas dos ranchos dos reis nordestinos. por volta de 1890, existem mais de dez ranchos carnavalescos cariocas. a partir de então, esboça-se os primeiros traços do samba através do batuque de origem africana.
 19 de março, itália, estréia no lendário teatro scala de milão, a obra máxima do maestro-compositor brasileiro paulista carlos gomes (1836-1896) - a ópera o guarani -, baseado na romance de josé de alencar, com libreto inicial do poeta antonio scalvini, concluído por carlo d'orneville. o sucesso e impacto de o guarani levou o compositor e maestro giuseppi verdi ao comentário entusiasmado de que carlos gomes era de fato um "vero genio musicale". depois de encenada 12 vezes no scala, a ópera percorre toda a europa com grande sucesso. com ela, pela primeira vez, nascia o brasil para o mundo musical . em 2 de agosto, carlos gomes regressa ao brasil como um verdadeiro herói, e prepara sua ópera - já com a famosa protofonia, não apresentada na europa, e que se tornaria como um segundo hino nacional - no teatro lírico fluminense, no dia 2 de dezembro, em homenagem ao aniversário de dom pedro ii. carlos gomes foi, sem dúvida, o maior compositor das américas no século xix.
:::leia mais sobre o manifesto republicano presidencialista:::
Escrito por fernando paulino às 18h37
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1831 i reinado: d. pedro i abdica do trono os grandes proprietários de terra criam a guarda nacional, cujos músicos militares fardados passam a incluir em seus repertórios oficiais, além dos hinos-marchas e dobrados, trechos de música popular e de música clássica. surgem os coronéis no sertão nordestino.

época da revolta dos farrapos, 1840, entre o rio grande do sul e santa catarina primeiro baile de máscaras, no rio de janeiro, no dia 22 de janeiro, no baile do hotel itália, na posterior praça tiradentes, numa bem-sucedida tentativa da alta sociedade da época, de d. pedro ii, de importar o estilo do carnaval de salão de veneza.
3 de julho de 1845. é apresentada pela primeira vez a polca, no teatro são pedro, no rio de janeiro. dança rústica da boêmia - parte do império austro-húngaro e atual província da checoslováquia -, a polca chega à capital praga em 1837, e se transforma em dança de salão. depois da apresentação brasileira, a polca vira a nova febre carioca com a formação da sociedade constante polca, em 1846. além de dança de salão, o gênero invade teatros e ruas, tornando-se popular através dos próximos grupos de choro e grupos carnavalescos. os maiores compositores de polca são ernesto nazaré (1863-1934), calado (1848-1880), anacleto de medeiros (1866-1907), irineu de almeida (1890-1916), henrique alves de mesquita (1830-1906) e miguel emídio pestana (fins do séc. xix e inícios do séc. xx). foi o gênero básico de apoio para outras fusões musicais com o lundu, o fadinho e os motivos militares.
1859: inicia o fim do tráfico de escravos, surgem os primeiros bondes puxados à cavalo, no rio de janeiro, que passariam a integrar definitivamente as multifacetadas culturas populares e musicais dos diversos bairros e lugarejos da grande cidade, transformando a expressão musical local num enorme caldeirão de novos estilos e experimentos, principalmente com relação ao carnaval. em 1892, surgem os primeiros bondes elétricos. eles exercem uma forte influência de inspiração musical para compositores populares e o teatro de revista. já totalmente suplantados pelo automóvel, que cresceria em importância como meio de transporte nos anos 30, os bondes desapareceriam em 1964, quando a cidade do rio de janeiro é toda pavimentada para as festividades de seu iv centenário.
Escrito por fernando paulino às 19h31
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da música lírica ao desfile de carnaval

o mundo vê o reconhecimento pelo tratado de madri, da presença luso-brasileira na ocupação dos novos territórios, em 1750.
surge o mais importante gênero musical, até então, – a modinha –, criado em portugal, e responsável pelos aspectos melódicos e românticos na música brasileira, de grande influência até a nova república, no início do século xix. obs.: em 1755, salvador tinha 37.543 habitantes.
em 1770, o rio de janeiro era sede do governo geral e, a partir dessa década, com o processo de urbanização avançado, vê-se intensificar a produção musical religiosa (música lírica) na américa portuguesa, no brasil, também importante para o futuro próximo da música popular. destacam-se autores nacionais como inácio parreiras neves (1730-1791), manoel dias de oliveira (1735-1813), josé joaquim emerico lobo de mesquita (1746-1805), francisco gomes da rocha (1754-1808), andré da silva gomes (1752-1844) e outros.
1786: se aproxima a inconfidência mineira.
em comemoração ao casamento do príncipe d. joão (e depois, d. joão vi) com a princesa carlota joaquina, no estado da guanabara, tem-se o registro do primeiro grande desfile de carnaval. entre os dias 2 e 4 de fevereiro, seis grandes carros alegóricos – cavalhadas sérias, baco, cavalhadas jocosas, mouros, júpiter e vulcano – ricamente desenhados e ornamentados com alguns deles soltando fogos e jorrando vinho aos milhares de presentes, foram preparados pelo tenente antônio francisco soares (o primeiro carnavalesco era militar). puxados por cavalos e burros, com muitos elementos de harmonia, comissão de frente, fantasias, alegorias e os embrionários passistas. mas, os desfiles de carnaval já eram conhecidos desde meados do século xvii.
Escrito por fernando paulino às 19h15
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Choro
a partir do século xviii, os modinheiros encantavam a corte com suas melodias suaves e sentimentais. a modinha, de origem portuguesa, foi abrasileirada por gente como o mulato domingos caldas barbosa, o maestro carlos gomes, xisto bahia, o padre negro josé maurício e, mais tarde catulo da paixão. a partir de 1870, nas reuniões musicais, os violões e cavaquinhos começaram a dar um tom abrasileirado às influências européias.

e surge o choro, como gênero. os principais artistas desta fase de implantação e consolidação do choro como linguagem musical foram os cariocas joaquim antonio calado (flor amorosa), ernesto nazareth (oden, apanhei-te cavaquinho) e chiquinha gonzaga (atraente, lua branca).
outros instrumentistas vieram se juntar a eles no início do século xx, tais como o virtuose da flauta patapio silva, o mestre de banda anacleto de medeiros, o pianista paulista zequinha de abreu (tico - tico no fubá) e o violonista e compositor joão pernambuco (sons de carrilhões e surge o choro, como gênero.
os principais artistas desta fase de implantação e consolidação do choro como linguagem musical foram os cariocas joaquim antonio calado (flor amorosa), ernesto nazareth (oden, apanhei-te cavaquinho) e chiquinha gonzaga (foto) (atraente, lua branca).
outros instrumentistas vieram se juntar a eles no início do século xx, tais como o virtuose da flauta patapio silva, o mestre de banda anacleto de medeiros, o pianista paulista zequinha de abreu (tico - tico no fubá) e o violonista e compositor joão pernambuco (sons de carrilhões . pixinguinha que era tenor, compositor, arranjador, saxofonista e flautista. aos 20 anos, pixinguinha já era autor de rosa e sofres porque queres. suas músicas, entre centenas: carinhoso, lamentos, 1x0, ainda me recordo, naquele tempo, vou vivendo e marreco quer água.
surgem outros nomes como:
turunas pernambucanos, bonfiglio de oliveira (pistão), luiz americano (clarinete), abel ferreira (saxofone), altamiro carrilho (flauta transversal), waldir azevedo (cavaquinho), garoto (multi - instrumentista), luperce miranda (bandolim), jacob do bandolim (bandolim), etc.
os grupos de choro tinham uma estrutura harmônica típica de suporte, o que chamamos de regional: um cavaquinho no centro, um ou dois violões de base e um de sete cordas, um pandeiro e um ou dois instrumentos solistas.

os mais famosos grupos foram os de benedito lacerda e pixinguinha. também o época de ouro (com jacob do bandolim) e o de claudionor cruz.
foi também nos anos 30 que surgiu, em joão pessoa, a orquestra tabajara, de severino araújo. uma orquestra de sonoridade jazzística que misturava uma típica big-band de textura americanizada (foxes e baladas) com o choro, sambas e frevos.
o choro ficou esquecido nas décadas de 50 e 70. mas, a partir de 1975 o choro reviveu, surgindo novos grupos.
foto1: chiquinha gonzaga foto2: donga, joão da baiana e pixinguinha
Escrito por fernando paulino às 10h29
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dos novos instrumentos à música de barbeiro
com a colonização portuguesa, passou-se a introduzir de maneira incontrolável outros instrumentos europeus sofisticados como a flauta, violão, cavaquinho, clarinete, violino, violoncelo, harpa, acordeom, piano, bateria, triângulo e pandeiro. a partir dos rituais religiosos das missões jesuítas nascem os primeiros cultos folclóricos populares dos habitantes locais como o 'reisado' e o 'bumba-meu-boi'. a música sacra, as melancólicas baladas e as modas portuguesas contribuem para a formação da música brasileira.

folia de reis (reisado) e xilogravura do bumba-meu-boi
em meados do século xviii, surgem, no rio de janeiro e bahia, as lendárias e divertidas músicas de barbeiros . são pequenos grupos musicais compostos de escravos negros barbeiros com tempo disponível para se dedicarem ao aprendizado de velhos e desgastados instrumentos musicais que lhe são passados. segundo estudiosos, essa seria a primeira verdadeira manifestação de uma música popular brasileira instrumental de entretenimento público. essas pequenas orquestras ambulantes, também chamadas de 'charangas' ou 'ritmos de senzala', muito requisitadas para festividades e procissões como a do domingo do espírito santo, tocavam flauta, cavaquinho, violas, rabeca, trompa, pistão, pandeiro, tamboril, machete, e interpretavam – muito à sua maneira livre – fandangos, dobrados, quadrilhas, lundus e polcas num repertório bem diverso. da música desses deselegantes mas charmosos barbeiros descalços, nasceriam os 'ternos', as bandas de coreto, as militares e o choro. elas existiriam até meados do século seguinte.
Escrito por fernando paulino às 10h29
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